Picadas de insetos

Com a chegada do Verão e do calor, chegam também os insetos e as suas incomodativas picadas!

Na maioria dos casos, as picadas de insetos provocam apenas um desconforto ligeiro e passageiro.

Contudo, em alguns casos, podem causar reações alérgicas graves e/ou transmitir doenças como a Malária, Doença de Lyme (transmitida pela carraça), Dengue, Zika, entre outras.

As melgas, abelhas, vespas, carraças e pulgas, estão entre os insetos que mais frequentemente   picam os seres humanos.

Quais as consequências das picadas nos seres humanos?

As picadas de mosquitos, melgas e pulgas costumam originar apenas reações locais, na maioria dos casos ligeiras.

Os sintomas que costumam aparecer são dor no local da picada, prurido (comichão), vermelhidão e edema (inchaço) na área da picada.

Em algumas pessoas mais suscetíveis pode ocorrer uma reação mais exuberante com edema e prurido mais intensos. Nestes casos pode ser necessário tratamento (tópico ou oral) ainda que muito raramente despoletem reações alérgicas graves como anafilaxia.

As picadas de abelhas e vespas podem sim causar estas reações alérgicas graves de anafilaxia levando, nos casos mais graves, à morte da pessoa se esta não for socorrida a tempo.

Nestes casos mais graves, os sintomas surgem logo após a picada e podem atingir não só a pele mas também as vias aéreas, sistema cardiovascular e sistema digestivo.

Assim, os sintomas que podem aparecer são edema e prurido, mas também mal-estar geral, náuseas e vómitos, dor abdominal e diarreia, pieira e falta de ar, tonturas e sensação de desmaio, confusão mental, taquicardia e paragem cardiorrespiratória nos casos mais extremos.

Como evitar as picadas de insetos e parasitas?

A melhor estratégia para tratar as picadas de insetos é evita-las. Para isso há alguns aspetos que devemos ter em consideração.

Se estivermos a organizar uma atividade ao ar livre, devemos planeá-la fora dos horários em que os mosquitos são particularmente ativos, como o nascer ou o pôr-do-sol.

Também ajuda se utilizarmos roupa que cubra o mais possível as zonas de pele expostas. Sempre que possível, também se deve evitar o uso de cremes, desodorizantes ou perfumes, pois os odores intensos atraem os mosquitos.

Acima de tudo, uma das medidas mais eficazes é o uso de repelente de insetos, que deve ser certificado como tal.

Em locais de maior risco, devemos ter cuidado com plantas e flores, lixo e água estagnada, uma vez que atraem insetos. No caso de piqueniques ou se os alimentos forem consumidos ao ar livre, estes devem permanecer tapados, especialmente os doces.

Para evitar insetos e mosquitos dentro de casa, as portas e janelas devem permanecer fechadas ou ter proteções de rede que evitem a sua entrada.

No caso de parasitas  presentes em animais como cães e gatos deve utilizar-se o desparasitante nos animais de estimação (conforme indicação de Médico Veterinário) e não se aproximar ou fazer festas em animais que se suspeite estarem infestados.

O que fazer em caso de picada?

Caso não se consiga evitar a picada e esta aconteça mesmo, a atuação depende do tipo de gravidade da reação.

Nos casos mais leves deve lavar-se a zona da picada com água fria e aplicar um pano fresco ou pedra de gelo sobre a pele para aliviar o prurido e edema.

Caso esteja presente, deve retirar-se o ferrão da abelha ou parte do inseto que possa ainda estar cravado na pele. Pode estar indicado tomar um anti-histamínico ou aplicar um creme calmante de venda livre nas farmácias.

Nos casos de reações cutâneas mais exuberantes pode estar indicada a aplicação de cremes à base de corticoides com ação anti-inflamatória, mas somente após indicação médica.

No caso de dor pode ainda tomar-se um analgésico, como o paracetamol ou o ibuprofeno.

Em casos mais graves, isto é, se estiverem presentes dor, edema, rubor exuberante e progressivo ou sintomas sistémicos como mau estar geral, náuseas, vómitos, dor abdominal, diarreia, pieira, falta de ar, tonturas, confusão mental, taquicardia e paragem cardiorrespiratória, deve procurar ajuda médica imediata e/ou ligar para o 112 para ativar o auxílio do INEM.

Ao planear uma viagem para países tropicais e com risco elevado de contrair uma doença grave através da picada de inseto, deve ter-se em atenção o plano de vacinação, existindo para isso as Consultas do Viajante que aconselham os utentes sobre que vacinas tomar e os cuidados específicos para cada destino.

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Por Nina Monteiro | Médica de Família

Saúde Ambiental

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